(Fonte: vintague)
“Fechou os olhos e foi a fundo, num local desconhecido. Ela estava em sua casa, que ocupava a cidade inteira. Num churrasco com amigos e familiares, mesmo sendo vegetariana. Quando olhou para uma rua afastada, onde era a sua casa, em proporções reais, seu quarto, lá estava a polícia. Avisou sua mãe e dirigiu-se ao local, para tomar nota do que estava acontecendo. Quando lá chegou, ouviu dos agentes que haviam cinco criminosos na cidade, e três havia sido presos, mas dois deles continuavam a solta. Ela acenou em sentido de compreensão com a cabeça e voltou para o local do churrasco. Lá uma amiga sua convidou-a para darem um passeio pela cidade, e foram. Estavam caminhando e falando sobre os bandidos que poderiam estar por perto quando viram a polícia passando, houve breves cumprimentos e a polícia deixou o campo com arbustos numa aceleração sútil de motor. Nisso, a garota afirmou a amiga que vivia por entre tais arbustos com um antigo amor e que sabia que havia duas pessoas no meio deles, tinha certeza. A menina espantou-se e as duas começaram a correr para fugir dos assassinos. Chegaram num estacionamento e lá por entre as colunas e os carros se dispersaram. Haviam outros caras do bem com as duas, protegendo-as. Quando não houve mais para onde escapar, estavam no limite da vida, um dos rapazes segurou na mão da menina e disse a ela que se quisesse salvar-se sem machucados precisaria atravessar uma cerca, abraçou-a e olhou-a pela ultima vez. Ela escalou a cerca e do outro lado tudo parecia normal mas aos poucos ela percebeu que não pertencia mais ao mundo dos vivos, nem ela e nem sua amiga. No “paraíso” encontrou uma mulher, que assemelhava-se com sua atual professora de espanhol que tirou todos os seus pertences. Pulseiras, relógio, anel.. deixou-a sem vestígios materiais. Ao indagar o que estava acontecendo foi informada de que havia morrido e que infelizmente jamais veria ninguém que amava. Gritou com a mais intensa voz de seus pulmões por desespero. Pensou que, queria voltar para dizer a uma tia que à amava e que deveria ter sido menos rude, precisava falar com um rapaz, seu amigo, precisava falá-lo. E também a sua mãe, sentia vontade de conversar com ela e dizer o quanto a amava. “Conseguiu”. Ela pôde vir a este mundo, mas infelizmente ninguém mais ouvia o que ela dizia. Sua mãe ainda não sabia de sua morte e ia descobrir quando chegasse em casa e o sentimento de culpa e maldade invadiu sua alma. Ela não precisava mais dirigir-se à padaria para comprar arroz para fazer risoto.. Elisa estava morta no seu próprio sonho”. Apenas precisei transcrever, porque duvidei da minha vida quando acordei, certifiquei-me de que ainda pertencia à aqui.
ElisaFiorini
“Criticam tudo, e quero dizer mesmo tudo, sobre mim: o meu comportamento, a minha personalidade, as minhas maneiras; cada centrimetro de mim, da cabeça aos pés, dos pés à cabeça, é objeto de mexericos e debates. São-me constantemente lançadas palavras duras e gritos, embora eu não esteja habituada a isso. Segundo as autoridades definidas, eu devia sorrir e aguentar.”
(Fonte: trecho-de-livros)
(Fonte: lsdworld)
Obrigada Canadá. Obrigada por ter me mostrado que janeiro passa, fevereiro chega e os dias não escapam de passar, que o passe custa $2,50 na zona 1 de Vancouver. For a month esta foi a rua onde se localizava a minha morada. Aquela família maravilhosa de mais de dez pessoas, que nos aquecia mais do que qualquer aparelho propício para tal. Voltei chorando algumas vezes e por outras, conversei com a lua, a lua cheia. Instigava onde estariam meus pais, há milhas de distância, e eu só tinha a mim, o frio e neve branquinha. Vancouver, seus pontos turísticos, suas belezas, seus metrôs e seus “mal instalados” que sabem tocas instrumentos musicais. A escola.. quão bom foi tudo isso..?! É uma conta que ainda estou realizando. Canadá me ensinou que, o inglês é necessário e mais fácil que o português, retirei dinheiro do banco, em notas de vinte. Guardei aquelas moedas que me encantavam devido à diferenciarem-se umas das outras num toque de olho apenas. Tantos me perguntaram como foi.. respondi de uma forma diferente para todos e.. a essência o meu Canadá, o meu crescimento, a minha lágrima que o clima frio secou, fui eu quem guardei e vou continuar sendo dona. Fomos ao jogo de hockey e nos divertimos muito, ao gritar “fight fight fight”. Pegamos ônibus e metro aquelas horas da noite e cantavamos porque.. estavamos no Canadá, man . Saí chorando, voltei sorrindo e o intervalo foi a melhor experiência da minha vida, com apenas quatorze anos na bagagem. Errei pronúncia e fiz várias compras. Saí corrida na madrugada de NYC, comprei meu celular de última geração.. eu fiz tanta coisa. Meu primeiro boneco de neve, ele ficou uma coisa horrível, mas eu o amei enquanto não derreteu ou algo o fez desaparecer. Os hoteis eram magníficos e a Broadway, ela reluziu em mim. Uma volta de limousine e pronto.. a liberdade era nossa e a responsabilidade também. Particularmente, deixei no Brasil coisas que não queria e que queria também, mas eu preciso agradecer-lhe sem mais explicações Canadá, porque.. você me ensinou que no mundo, sou eu por mim e só, só. Claro que, existem outros por trás e que foram fundamentais na minha ida, mas aqui refiro-me ao solo que pisei, U,S e Canadá, foi tão bom.. que se eu fechar os olhos, vocês voltam. Que meu anjo me deixe sonhar, e sentir o frio que me batia as costas ao sair de casa. Que minha vida seja como o CanadáLine, reapareça na estação conforme o horário do dia. E família de filipinos, ainda irei revê-los e abraçá-los com toda a minha força. Que a vida me permita. O mês mais novo de toda a minha vida, o mês mais instigante, mas reconstruidor, que mais acrescentou, God, thank you!
ElisaFiorini
(Fonte: julienfoulatier)
(Fonte: fuck-your-mother-and-die)
Peguei, por confissão, a primeira imagem que encontrei. Mas eu preciso dizer. Eu quero mandar-lhe a merda. Sim, estou descontrolada se isto lhe parecer justificativa. Transição e sem palavras difíceis, eu quero parar de falar de amor. Talvez eu só queira mas isto já me parece algo afinal. As coisas não se parecem mais, tudo virou distinção pura. O dia começou bem, depois da primeira parada, e nem sei como ele vai terminar. Estou indo para semana de provas e tenho que estudar, quanto a isso, não deparo-me com problemas, mas tocando no meu nome, inflijo uma lei, a de nem pensar. É bom ter um primeiro amor e se desprender dele, porque você sente que os outros, eles vêm, mas a intensidade é menor, culpa da preparação, por suposto. A ingenuidade voou longe e me largou aqui, sem reclamações ou estampas, apenas um aceno distinto com a cabeça. Eu quis escrever, eu não me inspirei mas eu senti. É claro que o ambiente onde vivo me induz a fazer as mesmas coisas, mas a interpretação foi o que mudou. Está tudo mais prático e mesmo que eu tenha me deparado com o que o fiz na noite passada, encontro-me bem. Porque estou distraída e ao mesmo tempo, aceitando bem as aquisições do tempo. Meu pensamento agora, não está mais focado em um ser, tem tantos outros e como cujo mesmo proferiu: faz-se melhor desta forma. Concordo. Tenho um projeto na escola, e preciso escolher um tema e sobre este, falar e pesquisar até o final de dois mil e doze. Se as pessoas não fossem tão complicadas, faria sobre elas, mas me falta cautela na mente. Não avalio mais os dias como costumava, eles foram, o dia de hoje tem mais poucas três horas de duração e daqui a pouco minha cabeça juntará ao travesseiro numa combinação de sono e sonhos. Eu não necessito gritar aos quatro ventos que não ligo, não ligar, já surte o efeito. O vento pode não bater todas as noites em quem tem uma casa, mas o tempo bate, não há fechadura que segure. Daqui, até onde vamos, eu não sei. Mas se está tudo por fazer, é preciso começar. Várias pessoas olhando e destinando-se para inúmeros locais, eu cheguei. Amanhã o despertador vai tocar e me convidará para um novo dia, eu olharei para o lado e mesmo sem sorrir, estarei em festa. Em início de festa. Dispenso estas tantas máscaras que me insistem em colocar, devo explicações apenas ao travesseiro, afinal é ele quem aguenta o peso da minha consciência que impede ou abençoa meu sono. Ligue-me, inspire-me, me ouça e me anime. Quero piso sem chão por baixo, machucado sem lesão, bebê sem embrião, estranhamento sem padrão ou noção. Estou ao som de uma banda muito querida minha e que enfeita meus momentos de solidão ou companhia nula. Todas as frases de amor, indecisão, medo, depressão ou efeito sem surto exato, me compuseram, mas o músico trocou. O mesmo palco espera por outras melodias, há chances de um bom dia amanhã. E eu só quero agradecer por ter o que tenho, por levantar da cama com o rosto por levar e os dentes por escovar, o mau hálito por expulsar. Fiz, [presente..] e continuarei fazendo. Muitos acreditam em morte inesperada, quase nenhum deles põe fé, mas é real. Deus, obrigada por tudo, eu precisei escrever-te para saberes que minhas orações são públicas e suas, suas. Sem horas iguais, porque não sou hipócrita ou infantil o suficiente para enfatizá-las mas, possuo vontade de ir e de dizer que sou mais um ser humano, mas sou o meu ser humano. Cuidar, cuidar bastante. Uma vez viva, eterna. Ao apagar as luzes irei.. não sei, talvez chorar e sorrir, resplandecer e iniciar, um -re ali na frente cabe bem. Encaixei os ombros e a cabeça no mundo que me aguarda, um dia para sempre, mas por enquanto por um terço da minha história. Sem raiva ou coisa similar, apenas com a alma fluindo, com gramas na balança da vida, nulas. Livre, leve e solta, até o raiar do dia e meu eventual despertar. Formas, números, estudos, colegas, risadas, falas, vozes, escritas, canetas, novo dia; quinta feira. Cruze os dedos e reze, tudo está por acontecer, parte do tudo. Boas vinte e quatro horas para a humanidade, humanidade fiel ao destino que livra do mausoléu.
ElisaFiorini
(Fonte: p-u-n-k-r-o-c-k)
(Fonte: hediondo)